Entenda como funciona a política do crédito de carbono

crédito de carbono

Medida realizada como enfrentamento ao efeito estufa tem alcançado resultados em todo o mundo

O crédito de carbono foi criado em consequência do agravamento do efeito estufa, que é o resultado das ações humanas através da emissão excessiva de gases na atmosfera. Esse fenômeno tem produzido o chamado aquecimento global, que aumenta a temperatura média do planeta, gerando graves consequências para a vida humana e animal.

O cenário preocupa cientistas e governantes há alguns anos, considerando que a natureza está respondendo ao impacto causado pelo atual sistema. Um estudo do World Weather Attribution realizado por pesquisadores do Brasil, Reino Unido, Holanda, França e Estados Unidos, divulgado neste mês, analisou que as chuvas que atingiram o Nordeste e causaram sérios estragos foram impulsionadas pelas mudanças climáticas.

Pensando no enfrentamento da situação, a comunidade científica e os governos mundiais desenvolveram uma medida prática para minimizar esse impacto: os créditos de carbono. A ação visa reduzir a emissão do gás carbônico na atmosfera, já que essa é a principal forma de aceleração do efeito estufa.

Um crédito de carbono é gerado a cada tonelada de carbono que deixa de ser emitida. Os créditos permitem uma flexibilização para que os países possam cumprir com suas metas de redução, pois funcionam como uma moeda de troca. Ou seja: quanto mais um país deixa de emitir, mais crédito ele possui, podendo negociá-lo com outras nações que não tenham cumprido com sua meta.

Crédito de carbono no Brasil

A negociação é definida pela legislação de cada país. No Brasil, ela é regulamentada pelo Decreto Nº 5.882 de 2006 e segue as regras do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). Nesta modalidade a troca pode ser unilateral, bilateral ou multilateral.

A primeira ocorre quando um país realiza projetos em seu território e os créditos podem ser comercializados a um valor definido por ele próprio. A segunda acontece quando os projetos são desenvolvidos em um “país hospedeiro”, o que gera créditos para quem implementou. Já na modalidade multilateral, os projetos e estratégias de redução são financiados por fundos internacionais, sendo o valor do crédito definido por esses fundos.

O papel das organizações

Essa estratégia deixa claros os esforços da comunidade internacional em reduzir a emissão de gases poluentes para minimizar os efeitos provocados na atmosfera. Assim, surge também a necessidade de ações por parte das demais esferas da sociedade, como empresas e indústrias, por exemplo.

Há algumas medidas a serem adotadas no dia a dia de forma a beneficiar o meio ambiente. Uma delas é através do investimento em fontes de energias limpas e renováveis. Um exemplo é o que está sendo realizado pela Bayer, que desenvolveu uma parceria com uma empresa de energia renovável para a construção de um parque eólico que fornecerá eletricidade para algumas unidades da marca. Segundo a Exame Invest, a previsão é que em 10 anos, a ação evite a emissão de 100.000 toneladas de CO2.

Outra forma é desenvolvendo de uma produção sustentável que considere os impactos causados em todo o ciclo de vida do produto. Neste sentido, a Lar Plásticos é um caso de sucesso na transformação sustentável no setor. A empresa reforça seu compromisso e responsabilidade ambiental ao utilizar o plástico reciclado como matéria-prima em mais de 95% de seu processo produtivo.

A Lar Plásticos atua através da circularidade com o intuito de evitar a destinação incorreta do lixo na natureza e também a geração de carbono através da produção de plástico virgem.

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